"Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?
O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra" - Salmo 121

ELEIÇÕES

Pesquisas: até que ponto se pode crer nelas?

Opinião da jornalista Roberta Tum


Roberta Tum

Pesquisas de opinião foram criadas para servir de ferramenta para as equipes de marketing de empresas testarem seus produtos e se preciso, adaptá-los ao gosto do consumidor. No viés eleitoral elas se tornaram uma poderosa arma usada para influenciar o eleitor indeciso a votar nos candidatos apontados pela maioria. Vendo por aí, até que ponto se pode acreditar nos resultados delas?
Valeria uma pesquisa as seguintes perguntas: você acredita em pesquisas de intenção de voto? Até que ponto elas influenciam a sua opinião. Vou começar respondendo. Eu acredito duvidando, ponderando entre outras coisas quem fez, quem pagou, e qual a margem de erro. Normalmente diminuo a margem de erro do percentual de quem está na frente, e somo no percentual de quem está atrás. Penso assim, chegar a um resultado perto do real. Já no segundo quesito não há a menor possibilidade de uma pesquisa de intenções de voto influenciar o meu. Mas admito fazer parte de um pequeno grupo no universo de eleitores.

Acontece que o que tem se visto na última década no Brasil, especialmente nas últimas eleições desde que Collor disputou com Lula e ganhou a presidência do Brasil, é que as pesquisas influenciam o eleitor indeciso a escolher onde, ou em quem “apostar” o seu voto.

Isto por que tem ficado clara uma tendência no eleitorado de baixa e média escolaridade de não querer “perder o voto”, escolhendo na urna aquele em quem se acredita, independente da possibilidade do candidato escolhido ganhar as eleições.

Quem paga, quem divulga, e quem lucra com isso

A estratégia de contratar, pagar e fazer divulgar pesquisas favoráveis ao seu grupo político tem sido usada constantemente por áreas ligadas ao marketing de candidatos como elemento de influência. Talvez por isso elas estejam tão desacreditadas.

No Tocantins, se fizermos uma retrospectiva, os institutos já erraram feio. Até os maiores, e bem conceituados já foram vistos divulgando resultados completamente fora da realidade, para aproximá-los da leitura das ruas apenas na reta final (evitando passar muita vergonha e cair no descrédito).

É por isso que os veículos de comunicação devem ter muito cuidado e precaução redobrada na publicação de pesquisas quanto mais o pleito se aproxima. Se não foi o contratante, é melhor por as “barbas de molho”. Um resultado, mesmo honesto, correto e real, sempre serve a alguém. Mas quando traz indícios de ser manipulado, sem credibilidade e parte de fonte quase desconhecida já cheira mal de cara.

De nossa parte não vamos entrar no mérito de qual pesquisa é séria ou não, mas vamos submetê-las aos critérios mínimos possíveis para determinar em que espaço elas entram no site. Se com destaque maior, ou como nota de registro. Todas as que forem devidamente registradas no TRE serão divulgadas. O peso e o destaque, já é critério nosso, depois de aplicada a regra básica da desconfiança.


22/07/2010 17:21:43

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