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NOVAS TECNOLOGIAS
Entidade nacional cobra modelo de rádio digital para o Brasil
ascom/ABRA
Entidade sugere que o governo migre aos poucos os sinais de radiodifusão em AM para as bandas de FM que ainda serão autorizadas.
A Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA) quer que o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, tome uma decisão sobre o modelo de rádio digital. Por meio de carta enviada ao ministro, a entidade sugere que o governo migre aos poucos os sinais de radiodifusão em AM para as bandas de FM que ainda serão autorizadas, conforme o cronograma de transição para a TV digital.
Assinado pelo presidente da associação, João Carlos Saad, o documento afirma que as propostas em discussão - as tecnologias IBOC E DRM – são “limitadas quanto à sua adequação às demandas do Brasil”.
Veja a carta enviada pela Abra ao ministro Hélio Costa.
"Senhor Ministro:
O Brasil ocupa hoje uma posição de destaque na economia mundial e esse destaque se fortalece, entre outras, por conta da adoção bem sucedida do padrão brasileiro de TV Digital. Trata - se de iniciativa para a qual o concurso de V. Exa. foi determinante. A isso se soma que a atenção dedicada por V. Exa. ao rádio foi de enorme importância, especialmente em relação à digitalização da radiodifusão sonora, tanto em FM, quanto em AM.
O momento é, portanto, de consolidar esta trilha de sucesso e firmeza na condução dos assuntos da radiodifusão, mediante a adoção de decisão histórica para o rádio do Brasil. Não há tempo para vacilar: é preciso decidir.
Nesse sentido, observamos que os últimos anos foram de experimentos com as tecnologias disponíveis, para a digitalização do rádio. Os testes indicam que a tecnologia IBOC enfrenta dificuldades técnicas em cidades como São Paulo, mas é mais madura quanto à sua adoção por radiodifusores de outros países (notadamente americanos), enquanto a tecnologia DRM, incipiente quanto à sua adoção, pode ser mais robusta em termos de recepção pelo público. Ambas as opções tecnológicas são, portanto, limitadas quanto à sua adequação para as demandas do Brasil.
Todavia, há a alternativa de implementar uma migração paulatina dos sinais de radiodifusão em AM para as bandas de FM que serão liberadas, de acordo com o cronograma de transição da TV Digital. Noutras palavras, é recomendável que V.Exa. aprove um cronograma durante o qual as transmissões em Ondas Médias sejam paulatinamente migradas para canais de Frequência Modulada, os quais serão, por sua vez, liberados pelas emissoras de televisão, a partir de 2016. Com a migração que propomos a V.Exa., a radiodifusão de sons passa a ter um horizonte de AÇÃO e de INVESTIMENTOS, sem depender dos interesses de tecnologias estrangeiras, num cenário em que os brasileiros de todos os rincões terão uma grande oferta de serviços de rádio, com toda sorte de programação.
É por isso que a ABRA - Associação Brasileira de Radiodifusores se dirige a V.Exa.: para pleitear AÇÃO, DECISÃO, para coroar o trabalho de V.Exa. à frente do Ministério das Comunicações.
Colocamo - nos à disposição de V.Exa. para articular e analisar tecnicamente a adoção desse cronograma de migração da radiodifusão em Ondas Médias, para a radiodifusão em Frequência Modulada.
Com certeza de contar com o acatamento de V.Exa. subscrevemo - nos,
Atenciosamente,
João Carlos Saad
Presidente - ABRA"
26/03/2010 17:56:30